17.8.05

Livros publicados

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«O Homem das Cartas de Londres» é um livro biográfico de Rogério Magalhães Peixoto de Menezes.

Funcionário da Embaixada de Portugal em Londres, em 1942-1943, Rogério havia sido recrutado em Lisboa pelos agentes do Eixo.
Os seus contactos [«Francisco Mendes» e «Manuel Castro»] esperavam que lhes enviasse, através da mala diplomática, mensagens em tinta invisível sobre elementos de informação que recolhesse em Inglaterra.
Uma dessas cartas foi interceptada pelo MI5 que tinha conhecimento das suas actividades através de escuta e descodificação das comunicações rádio telegráficas alemãs, efectuadas em Bletchley Park.
Julgado no «Old Bailey», Menezes foi condenado à morte, mas na sequência de um jogo diplomático de alto nível, no qual se envolveu o próprio Oliveira Salazar, o Rei Jorge VI comutou-lhe a pena. A política oficial portuguesa de «neutralidade colaborante» conheceu então um dos seus momentos críticos.
Nas suas memórias, escritas após a fuga para a URSS, «Kim» Philby refere o caso de Menezes, no qual se envolveu, com afecto. Numa recente publicação britânica sobre o «Camp 020», o local de interrogatório dos espiões estrangeiros aprisionados em Inglaterra, o seu director, tenente-coronel Stephens refere-se à neutralização de Menezes como «um dos grandes sucessos do MI5».
O seu biógrafo teve o privilégio de o encontrar ainda vivo, em Castelo Branco, pelo que parte da investigação que subjaz ao livro decorre do seu contributo.
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O livro mereceu uma recensão crítica na revista académica Intelligence and National Security. [According to Luce, I&NS 19.1, Rogério de Menezes was "a typist and Axis spy at the Portuguese Embassy in London from July 1942 to February 1943." MI5 knew in advance of his arrival and finally arrested him in February 1943. Deported to Portugal in 1949, he was interviwed by the author for this work, called by the reviewer "a captivating tale that is skilfully told and highly instructive.]"


Image hosted by Photobucket.com«O espião alemão em Goa - Operação Longshanks»

Os factos são reais. No Carnaval de 1943 três navios alemães e um italiano, todos civis, foram incendiados e afundados, pela sua tripulação, no porto de Mormugão, no então Estado Português da Índia. Resistiam assim a um ataque do SOE britânico, o serviço de operações especiais encarregado «da guerra não cavalheiresca».
Para proteger os interesses aliados, as autoridades portuguesas condenaram judicialmente os alemães, dando como não provado que tivessem resistido a uma tentativa de apresamento.
Ao erro judiciário seguiu-se a propaganda. Para os britânicos o fiasco da expedição foi convertido em vitória. Só os portugueses saíram mal da história. Este livro tenta repor a verdade, para além das conveniências.


Image hosted by Photobucket.com«A Lusitânia dos espiões»

Tudo começou com artigos de jornal, escritos sob pseudónimo. Durante mais de um ano, o autor, como se fosse António Rebelo da Silva, ele que se chama José António Rebelo da Silva Barreiros, foi escrevendo artigos sob o tema da redes de espionagem na 2ª GG e não só. Um dia assumiu a autoria e compilou algum desse material em livro. Felizmente está esgotado; na apreciação que dele hoje faz, só a capa vale a pena!


1 Comments:

Blogger Cleopatra said...

felizmente está esgotado?
Então e eu?
E a coisita que ando a escrever?
E... não encontro em lado nenhum???

15.3.06  

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